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OLHOS DE RAPINA

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Olhos de rapina, lambuzados de enganoso poder.  Voz esganiçada, histriônico palhaço do Mal Que, ao falar, põe o ar a feder. Ora, um diabo tolo, perdido no seu ser incoerente. Gelatinoso, sem cor ou consistência. Que destila o Mal de forma prepotente. Disforme. Gritante. Diabo velho. De ideias incômodas E retrógradas.   Vendedor de vazios aos desavisados. Anjo Mau. Bêbado ditador. Acha-se um oráculo, cheio de respostas, Mas é um Nada. Fraco subsistente. Quase um tolo que se transmuta para a Ira Muito rapidamente.   Fadiga do Mal. Anjo Caído. Sem asas. Nascido no fétido do esgoto da perversidade de quem não se preocupa com nada e ninguém, a não ser consigo mesmo.   Isso tem nome, meu caro. Chama-se PSICOPATIA. Infelizmente, não tem cura. Vá viver entre nados e afogamentos do seu Ego doentio e perverso.   (Apenas mais um desabafo) Foto e texto Herta Scarascia A foto é de um “Tritão” que, na mitologia grega, ...

COVID-19 E O DEPOIS

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Hoje, 8 de abril de 2020, aqui no Brasil os casos de coronavírus estão em plena ascensão. Acontece exatamente como ocorreu nos países onde o governo (de direita e centro direita) fizeram: ignoraram os avisos de que se trata de uma pandemia, de que se trata de mortes, de muita gente doente, de uma devastação e de uma calamidade no sistema de saúde. Como em qualquer país onde o capitalismo é selvagem, onde a preocupação não é o ser humano, mas o dinheiro e questões  meramente econômicas, aqui, e precisamente aqui, no Brasil, não foi dada a devida atenção às questões humanas. E em rede nacional, bem como em outras mídias, por várias vezes, vemos o povo alienado, "solto" nas ruas, nos mercados, nas praias, enfim, parece que não entendem que é um caso de vida e morte. Não entendem que não é para abandonar a quarentena, que, segundo a Organização Mundial de Saúde, é a única forma de conter esta pandemia, pelo menos por enquanto.   Muitos querem ver todos de vo...

COVID-19 E AS PESSOAS

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Primeiro a negação, depois nossa mente e nossos braços teimam, as pernas se esperneiam e o corpo entra em luta.  Em seguida, indignação e muita raiva, além de uma enorme preocupação.   Por fim, um tipo azedo de aceitação,  mas sem nunca deixar de se preocupar, de ter em mente, um minuto sequer, essa praga, essa doença, esse Mal que chegou e vem ceifando milhares de vidas, além de esperanças, de projetos, de sonhos. O estoicismo, aquele difundido por Sêneca, o mesmo que nele carrega um tipo de nobreza na aceitação dos fatos, tem sido vivenciado de forma quase obrigatória pela maior parte das pessoas neste planeta tão confuso, tão paradoxal, tão limitado, tão sofrido e tão doente!  E ele faz isso, nos põe de pé, a caminhar. Trôpegos, mas à frente. Só que desta vez, um tanto sozinhos se se considerarmos o ser humano um ser altamente sociável.  E eis que surge esse  tipo de "solitude", imperativa e morna, a té chegar o momento, e não vai demora...

COVID-19 E A NOSSA HISTÓRIA

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 (NYC) A vida flui em  tristeza, susto e estranheza. E o céu entra azul pela minha varanda, salvo algumas gotas de chuva. O sol jorra sua força no país do samba e da cachaça. E aquecem  malocas, palafitas, favelas, milhares de janelas que, agora, são meras  masmorras. Apesar da sensação de poder vencer, de acatar os motivos certos para manter a lucidez e encontrar o sentido da direção, muitos de nós sabemos que o final terá que ser recontado, refinado, reafirmado.  Ninguém que está vivo hoje já passou por isso antes. Os livros contam. Alguns recontam. Outros remontam e  romanceiam tão bem, que nos deliciam em  Cem Anos de Solidão e Ensaios Sobre Cegueiras. E aqui somos nós, vós... eles. Perdidos nesse planeta que nunca mais será o mesmo. (NYC) Um vento forte tenta nos mover. Ele nos arrasta como certas frases, palavras, mensagens , grande parte torpe e tola. Nos carregam para um patamar um pouco acima das mo...

QUESTÃO DE FÉ

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Almas famintas Diáfanas Comendo incertezas  Palavras perdidas Fagulhas dispersas De vidas inversas Espectros ganhando vida Em algum lugar onde não existe razão Nas falhas de comunicação Olho a imagem e não sinto nada Talvez seja a cultura ou mesmo a fé Mas nesse vão retorno resignada Ao que sempre acreditei ser meu forte Minha salvação, existência E minha significação! (Fotos e letras Herta Scarascia)

MENINA MENINA-MOÇA

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Menina, menina-moça... Cor-de-rosa-rosa Menina-crescendo Ainda mal encorpada! Não se apresse em nada. Apenas viva, assim, De um jeito não comum, E tão comum! Com a coragem de quem atravessa ruas e avenidas  Sem enxergar muito bem. E se houver algum afinal, enfrente,  Afinal, p ode se achar mais bonitinha Num lápis-lazúli Ou até mesmo na rebeldia De um lápis de cor inteirinho.  Eu também já fui menina, menina-moça, Rebelde como tantas Só que eu tinha causa. E como a maioria de nós, cercada de sonhos. Queria ser feliz. E rir, rir muito. Rir de tudo e de nada. Viva, menina-moça, que esta fase É vestida de quimeras e ilusões. Um dia, vai olhar pra trás E ver que o tempo apagou tudo Como vento na areia. Que num rompante os sonhos saíram voando. E não voltaram. Nunca mais. (Fotos e letras: Herta Scarascia)

40 ANOS DE CASAMENTO

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Na semana passada uma pessoa me perguntou: - Nossa! Você e seu marido já vão fazer 40 anos de casamento? - Sim, contando um ano que moramos juntos logo que nos conhecemos. - Hoje em dia é raro, né? Você deve ter uma história e tanto. E eu contei por alto alguma coisa, não tudo que está aqui, e ela me sugeriu escrever no blog. E, sim, penso que pode ser interessante, de alguma forma, deixar alguns trechos da história. Vou suspender alguns, por medida protetiva. Quem sabe, um dia, meus netos poderão gostar de ler sobre isso. Ou não. A confluência de fatores que me levou a conhecer meu marido foi, de fato, um tanto surreal, estranha e, até mesmo, divertida. Quem acredita em carma, essas coisas de destino, de desígnio, vai gostar. Eu, eu mesma, não acredito, mas... Como dizem por aí, “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”. Vamos dizer que tudo tenha começado com meu estado de espírito que, aos 13 anos, estava péssimo. Meu pai havia acabado de sair d...