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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

A ELEGÂNCIA É SIMPLES

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Simplicidade é elegância. E a elegância é simples. Ser simples e elegante é um portal para a gentileza. Na atual conjuntura desse país, as pessoas estão perdendo o senso da gentileza. Não é mais uma música para cada baile ou se cada um escolhe se dança ou não. Estamos perdendo a simplicidade e, consequentemente, a elegância. Estamos perdendo o respeito. A nós, a vós, a eles. A partir das arestas propostas, escolhe-se, portanto, enxergar a vida. Não só a que nos circunda, mas a de todos, de uma maneira geral. É quando percebe-se desconexão, raiva, desagregação, alienação... e muitas vezes, ódio. No entanto, é possível, à custa de alguns esquecimentos, várias alienações, infindáveis perdas de contatos, tentar enxergar um lado de vida que possa ofuscar a feiura, o degradante. Deve-se buscar, mas que fique claro que em luta quase solitária, enxergar beleza no que sempre foi belo, naturalmente belo, no sentido de despertar o encanto no ser que suscita se...

DIVÃGANDO

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Quanto mais você bate, mais ele arreganha os dentes.  E entica pra apanhar mais.  Isso magnetiza e atrai outros pensamentos, ainda mais perturbadores.  E até então escondidos.  Se era um nome, vem um sobrenome.  Se era um rosto, surge uma textura de pele, um cheiro, um jeito de olhar. Se era fantasia, os fatos se mostram.  Se era sonho, o horror se escancara.  Pensamentos quase proustianos: quimera perdida.  Humanos tolos, sonhando com a velha vestimenta, que parecia tão confortável, mesmo custando a dor e o fétido  do bolor.  Essa atração pela velha matriz chega a ser repugnantemente confortável. Pobres humanos!  Perdidos em barcas malogradas nas calmarias nauseantes da vida.  Fotos e letras: Herta Scarascia