COVID-19 E A NOSSA HISTÓRIA
(NYC)
A vida flui em tristeza, susto e estranheza.
E o céu entra azul pela minha varanda, salvo algumas gotas de chuva.
O sol jorra sua
força no país do samba e da cachaça. E aquecem malocas, palafitas, favelas, milhares de janelas que, agora, são meras masmorras.
Apesar da sensação de poder vencer, de acatar os motivos certos para manter
a lucidez e encontrar o sentido da direção, muitos de nós sabemos que o final
terá que ser recontado, refinado, reafirmado.
Ninguém que está
vivo hoje já passou por isso antes.
Os livros contam. Alguns recontam. Outros remontam e romanceiam tão bem, que nos deliciam em Cem
Anos de Solidão e Ensaios Sobre Cegueiras.
Um vento forte tenta nos mover.
Ele nos arrasta como certas frases, palavras, mensagens , grande parte torpe e tola. Nos carregam para um
patamar um pouco acima das montanhas, mas não tão perto do céu.
A mente continua à deriva de seus conhecimentos e esperanças, enquanto
o tempo se esvai com fatos, imagens e notícias.
Coisas importantes para fazer, enquanto tantas outras vão sendo desperdiçadas.
Coisas importantes para fazer, enquanto tantas outras vão sendo desperdiçadas.
Eu preciso dizer
que eu sinto tanto por você, que realmente morreu de frio e de fome, e que eu sinto tanto por você,
que perdeu sua vida por esse "estranho ser coroado pelo poder do mal".
Poder este de, em plena era galopante e encharcada de autocentrismo, de vaidade, “di fretta di tutto”, na correria do “olha eu”, veja meus dotes, minhas conquistas, enfim, narcisos já afogados no espelho d'água, cegos e açoitados.
É quando um obscuro coroado pelo Mal nos arremessa. Estranho e malévolo, rouba-nos nossa arrogância, nossa pressa, nosso ego, nossa coragem, nosso saber científico e secular, nossa dignidade, nossa sapiência, e muitas vezes nossa fé. E nos torna cativos.
Poder este de, em plena era galopante e encharcada de autocentrismo, de vaidade, “di fretta di tutto”, na correria do “olha eu”, veja meus dotes, minhas conquistas, enfim, narcisos já afogados no espelho d'água, cegos e açoitados.
É quando um obscuro coroado pelo Mal nos arremessa. Estranho e malévolo, rouba-nos nossa arrogância, nossa pressa, nosso ego, nossa coragem, nosso saber científico e secular, nossa dignidade, nossa sapiência, e muitas vezes nossa fé. E nos torna cativos.
Vivemos demais
para nós mesmos.
Ouvíamos uns aos outros (um
tanto incomodados e apressados) apenas para poder falar. O nosso falar era maior e
mais importante. O nosso existir, mais poderoso.
Corre, corre,
mundo! Já não há tempo para ouvir.
Corre, corre, jovem, os velhos são boas
imagens, mas péssimas companhias. Não nos servem como antes.
Somos tantos "eus"! Eu que sou tanto eu!
Pronto para gravar a minha história. A minha história. Porque a de vocês, queridos, nunca foi tão irrelevante.
Somos tantos "eus"! Eu que sou tanto eu!
Pronto para gravar a minha história. A minha história. Porque a de vocês, queridos, nunca foi tão irrelevante.
(NYC)
Acariciamos o
carinho tranquilizador de que nunca sairíamos. Sim, estamos perdendo as noites entre medo do estranho, de um outro que surge das sombras e que nos faz reconhecer nossa frágil existência.
Os bravos são
poucos e vivem sozinhos.
Os amantes são
poucos e vivem sozinhos.
Desde o início
do ano de 2020, no mundo, já morreram 22.049 pessoas.
Isso agora
passou a importar para você?
Por quê?
Você tem medo
por você, pelos seus filhos, seus pais?
Você realmente teme pelo seu vizinho?
Você realmente teme pelo seu vizinho?
Ou você consegue
perceber que há algo muito triste, estranho e perigoso ocorrendo com a HUMAN-IDADE?
Hora de rever nossos conceitos mais básicos sobre amor, amor que não seja por nós mesmos.
Amor Ágape.
Perdido no deserto de nós mesmos, inundado pelo ácido do homem do novo século.
Sorria, Capitão! Com seu escárnio de gente rica, acima do bem e do mal. Gargalhe, capitão!
A nossa desgraça agora é a mesma, sem distinção de credo, raça, cor, gênero, número e grau.
Amor Ágape.
Perdido no deserto de nós mesmos, inundado pelo ácido do homem do novo século.
Sorria, Capitão! Com seu escárnio de gente rica, acima do bem e do mal. Gargalhe, capitão!
A nossa desgraça agora é a mesma, sem distinção de credo, raça, cor, gênero, número e grau.
(NYC)
(Fotos e letras Herta Scarascia)



Maravilhoso
ResponderExcluirO capitão gargalha insanidades, rouba verdades e continua na sua caminhada patética. Não há nada mais insano.
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