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Mostrando postagens de novembro, 2020

SORRY NOT SORRY

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É muito comum eu escutar, abertamente, assim, na cara dura, que sou uma mulher inteligente. A última pessoa que disse isso foi uma amiga da qual guardo grande estima e admiração, justamente porque eu a considero uma pessoa muito inteligente.  Ela é portuguesa e tem um conhecimento vasto sobre muitos assuntos. É bastante verdadeira e muito franca também. Ela dá aulas de filosofia e de uma outra matéria, acho que antropologia, se não me engano. E trabalha muito.  Tem uma filha que se formou em medicina agora, em 2020. E o melhor, ela fez tudo isso acontecer praticamente sozinha. É uma guerreira dócil e determinada.  No entanto, ela, assim como os outros que me dizem que sou inteligente, erram ao dizer isso. E erram feio.  Sempre penso sobre o que poderia ter feito na vida e que deixei de fazer por sentir inadequação ou qualquer tipo de incapacidade, principalmente a de gerir as coisas ao mesmo tempo ou pelo menos dois ou três elementos, como ser mãe muito n...

AS DUAS SOU EU!

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  Quase sempre inexplicável. Chato e inconveniente, porém doloroso e incompreensível e, que bom, muitas vezes, cheio de luz de magia.  Momentos e elementos que não se alinham, mas que coexistem em mim. Não de graça. O preço é alto. A dimensão dentro em mim habita o mesmo corpo e a mesma mente. Também o mesmo espírito.  Espaço cheio de profundos e vazios, mas também de sonhos e alegrias absurdas. Tudo muito exaltado. Profundo por chegar em outras esferas que sempre me parecem  novas em gosto e tons.  Vazio porque ninguém saberia viver nesse espaço, a não ser que fosse obrigado. Sinto que ele é só para mim, naquele momento, para aquela vivência, onde os anjos não tem asas nem luz, e onde Deus é mau, onde a luz é escura e os sons machucam. E, subitamente, o dia está azul; o céu, azul. Meus olhos, mais azuis. Todos meus vestidos ficam azuis.   Tudo está lindamente azul. A minha casa é azul. E todas as pessoas são azuis. Olho para fora, o verde tam...

REMEDO DE RASPUTIN DÁ MEDO

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Imagem: Internet   Espaço vazio, nunca visto. Nem sentido. Escuridão. Pedras imensas. Geladas. Cansaço. Muito cansaço. E sou levada. Como levada sempre fui. Rodeada por aquilo. Que nem tempo de estranhar tive. Agora o vazio era dentro de mim. Tantos giros... giros e giros. E cada vez mais pálida e entregue. Até me sentir caindo. Quando um repuxo me leva. E, meio ali, meio lá, Veja a sombra do mal, E, tonta, atônita, Vazia. Gelada e pálida. Clamo pelo Bem Maior. Cuidado! Esse mundo, moço, é assim. Ande sempre armado com as armas Da Paz e do Amor! ................................................................................................................   Isso foi uma experiência real, embora surreal,  que eu tive em Moscou, numa viagem que eu fiz com meu irmão, Ary, quatro anos mais velho que eu.  Estava escuro, estávamos cansados e já era bem tarde. Estávamos voltando para o hotel, mas ele quis entrar numa farm...