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MENINAS DO NORDESTE

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Recônditos sórdidos, Esquecidos! E perdidos... Achados ora ali, Ora lá, Por um ou outro. E aqui,  Pelas minhas lentes, meu coração  E pela minha alma. A menina das bonecas, Que no chão pareciam vencidas. Reversas tais miseráveis refugos, Num bar de estrada sem fim, Vivendo num acampamento de lonas pretas, Pretas demais, velhas, furadas, sujas, Debaixo do sol escaldante daquele lugar sem água, Sem sombra, sem Deus... Lúgubre, sem luz, sem alegria Posto que apoiava-se em si mesmo, Estava com sua avó, Que dizia esperar, esperar, esperar... A tão sonhada reforma agrária  Que, até então, só nos sonhos morava. A que lava a louça, em outro lugar, Bem distante dali, Nem se importou com minha presença. Uma presença branca demais para sua realidade. Branquela vergonhosa...  E fortuita que, Ao fotografar os rincões do Nordeste, En...

PEDRO ME BATEU

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  Retranscrito à máquina de escrever também pela minha mãe, Yvonne  As fotos não condizem com a época em que o poema da minha mãe foi escrito, ou seja, foram tiradas mais tarde. Alguns anos mais tarde. O poema foi escrito em Visconde do Rio Branco. Estas fotos foram tiradas quando a gente já morava em Viçosa, Minas Gerais. Herta falando no ouvido da gente, Herta carinhosa, quase nunca má Só um pouquinho má. Olho azul perguntando, "Hoje vai à aula?" Herta-Leandro Leandro-Herta, Dupla descendo escadas, Dupla na mesa, Dupla no banho. Herta-Leandro dormindo,  Esperando no portão, Quatro bolas azuis esperando entre as grades Leandro-Herta Sem sapatos, Sujos de terra, Saindo do banho brilhando. Menina Herta loura Herta de vestido curto Pernas grossas, Agora ficando longas, Pula o portão, Passa entre as grades, Foge de casa, Volta chorando Baixinho, o choro preso no beicinho, "Pedro me bateu"... Agora as ...