ROMPIMENTO
Foto: Herta Scarascia Rompendo cadeias Lapsos de tempo... Morta num espaço ... Perdida na angústia do não saber Um pouco menos do que sou Um pássaro sem asas Enfim, quebradas... Eu – bandoleira de mim... Eu – anarquista de mim... De alguém que não construí Armada em aço com gosto de fel Rompendo cadeias Grades, portais... E, ao sair, não saber a diferença Cinza, galhos e miséria Loucura, insensatez e desejo... Mergulhando nos delírios de Orfeu Confirmando, na nudez da alma, que de todos os calafrios O meu é mais sentido... E que de todos os sonhos, O meu é o mais real. (Herta)