FREUD E A TERAPIA VIRTUAL
Olho à minha volta. Consultórios de médicos, dentistas, salas de espera, de exames, hospitais, centros de lazer, praças públicas, aeroportos, filas para qualquer coisa, bares, salão de beleza, cafés, enfim, em qualquer lugar desse mundo enorme, em qualquer país que já tenha pisado, qualquer estado, cidade e até em lugares minúsculos, cidadezinhas perdidas, vejo a mesma bizarra cena. Todos parecem estar absortos em aparelhos que lhes tiram da realidade em que vivem. Caos, deus da mitologia grega (foto web) Eu mesma já me encontrei assim. No afamado e aclamado Facebook, onde eu me encontrava ao mesmo tempo inteira, aos pedaços, encontrava-me também perdida. Em tempo e em falta de tempo. Vivendo e morrendo. Angustiada e em gargalhadas. Em tristeza profunda, vergonha e, quase sempre, em vontade de desaparecer dali, como se eu estivesse tendo um surto de Lady Godiva em plena Avenida Paulista domingo, sem o charme e a idade dela, sem a história me cercar de louros ...