OLHOS DE RAPINA







Olhos de rapina, lambuzados de enganoso poder. 

Voz esganiçada, histriônico palhaço do Mal

Que, ao falar, põe o ar a feder.

Ora, um diabo tolo, perdido no seu ser incoerente.

Gelatinoso, sem cor ou consistência.

Que destila o Mal de forma prepotente.

Disforme. Gritante.

Diabo velho.

De ideias incômodas

E retrógradas.

 

Vendedor de vazios aos desavisados.

Anjo Mau.

Bêbado ditador.

Acha-se um oráculo, cheio de respostas,

Mas é um Nada. Fraco subsistente.

Quase um tolo que se transmuta para a Ira

Muito rapidamente.

 

Fadiga do Mal.

Anjo Caído.

Sem asas.

Nascido no fétido do esgoto da perversidade de quem não se preocupa com nada e ninguém, a não ser consigo mesmo.

 

Isso tem nome, meu caro.

Chama-se PSICOPATIA.

Infelizmente, não tem cura.

Vá viver entre nados e afogamentos do seu Ego doentio e perverso.

 

(Apenas mais um desabafo)


Foto e texto Herta Scarascia

A foto é de um “Tritão” que, na mitologia grega,

é um deus dos mares.

Esta foto foi tirada no pórtico do

castelo do Rei Fernando, em Sintra, Portugal. 

Tritão é meio homem e meio peixe.

É como se fosse a versão masculina de uma sereia. 

A foto não tem relação com o texto.

Eu a usei somente como uma ilustração.



Comentários

  1. Olhos de rapina: o poema da desconstrução com base na realidade destruída. Parabéns!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

PARA MEUS NETINHOS GÊMEOS, THEO & LEVI...!!! ou LEVI & THEO...!!!

MALU

EU MORRI... E RENASCI (a Covid mata)