REMEDO DE RASPUTIN DÁ MEDO
Espaço vazio, nunca visto.
Nem sentido.
Escuridão.
Pedras imensas.
Geladas.
Cansaço.
Muito cansaço.
E sou levada.
Como levada sempre fui.
Rodeada por aquilo.
Que nem tempo de estranhar tive.
Agora o vazio era dentro de mim.
Tantos giros... giros e giros.
E cada vez mais pálida e entregue.
Até me sentir caindo.
Quando um repuxo me leva.
E, meio ali, meio lá,
Veja a sombra do mal,
E, tonta, atônita,
Vazia.
Gelada e pálida.
Clamo pelo Bem Maior.
Cuidado!
Esse mundo, moço, é assim.
Ande sempre armado com as armas
Da Paz e do Amor!
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Isso foi uma experiência real, embora surreal, que eu tive em Moscou, numa viagem que eu fiz com meu irmão, Ary, quatro anos mais velho que eu.
Estava escuro, estávamos cansados e já era bem tarde. Estávamos voltando para o hotel, mas ele quis entrar numa farmácia para comprar tipo uma aspirina. Eu preferi esperar no passeio, largo, grande, num local ermo.
Vi uma placa de uma banda russa cover do Pink Floyd e quis tirar uma foto para o meu filho mais velho. Estava observando a foto no monitor da câmera quando, de repente, muito de repente, eu senti um vulto de um homem muito alto e muito magro bem colado em mim.
Vi rapidamente que tinha
cabelos muito compridos e pretos e o rosto tinha barba, escura também. Eu vi tudo muito rapidamente. Ele começou a
girar em torno dele mesmo e em torno de mim. Fazia o giro pequeno, em torno
dele, e o maior, em torno de mim. Eu comecei a perder a visão, a força, me senti
em transe, como se aquela figura estivesse roubando a minha própria energia.
De repente, sinto uma mão, que me pareceu bruta, pegar a
minha mão e, também com brutalidade, me arrancar dali. Depois, ainda meio em
transe, percebi que era meu irmão que estava me fazendo correr o máximo que eu
pudesse.
Mais tarde ele me contou que eu tive uma amnésia passageira,
mas que nós tivemos que nos sentar em um banco num lugar com mais pessoas e mais
iluminado, antes de chegar no hotel.
Ele contou que fez uma oração. Que ele também se sentiu fraco
e que havia um casal que estava assistindo a cena, também muito preocupado.
Foi quando ele me disse que eu fora interpelada por um
discípulo de Rasputin.
Eu nem sabia quem era Rasputin. No hotel, ele me contou que
Rasputin trabalhou durante anos para a corte russa, na era dos czares. Me mostrou a foto dele. Fiquei impressiona
pela semelhança. Ou seja, como eles conseguem se deixar parecer tanto com esse
líder do mal.
Muitos espiritualistas consideram o Rasputin a encarnação de
um mago porque ele tinha o poder de
trabalhar com magia negra. Daí, a habilidade espetacular para controlar a mente das
pessoas e de fazer outros feitiços.
Quanto a mim, só não queria ter dado de cara com um desses
logo na chegada!
Herta Scarascia

Herta
ResponderExcluirLembro-me desse episódio. Tu havia retornado recentemente da Rússia. Foi um relato impressionante. Vampiros de energia temos aos montes em todos os lugares, especialmente na Internet.
Nossa consciência navega frágil no oceano do subconsciente. Deve ter sido uma experiência assustadora.
Te amo.
Sempre.
Muito obrigada, amor!
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