A ELEGÂNCIA É SIMPLES



Simplicidade é elegância.
E a elegância é simples.
Ser simples e elegante é um portal para a gentileza.
Na atual conjuntura desse país, as pessoas estão perdendo o senso da gentileza.
Não é mais uma música para cada baile ou se cada um escolhe se dança ou não.
Estamos perdendo a simplicidade e, consequentemente, a elegância.
Estamos perdendo o respeito.
A nós, a vós, a eles.



A partir das arestas propostas, escolhe-se, portanto, enxergar a vida.
Não só a que nos circunda, mas a de todos, de uma maneira geral.
É quando percebe-se desconexão, raiva, desagregação, alienação... e muitas vezes, ódio.
No entanto, é possível, à custa de alguns esquecimentos, várias alienações, infindáveis perdas de contatos, tentar enxergar um lado de vida que possa ofuscar a feiura, o degradante.
Deve-se buscar, mas que fique claro que em luta quase solitária, enxergar beleza no que sempre foi belo, naturalmente belo, no sentido de despertar o encanto no ser que suscita sentimento de admiração por meio dos sentidos.



Ponderar, pesar, comparar a beleza está fora de cogitação.
Comecei a ficar contra essa coisa de competição de fotografias.
A arte, bela por essência, não pode ser comparada, assim como a natureza.
A gentileza, a simplicidade, a candura e a beleza estão em níveis iguais em nobreza de sentimentos, mas não podem, jamais, serem colocadas em níveis de comparação entre elas.
São modelos que conduzem o ser humano apenas às suas formas vitais sensitivas.
Elevação espiritual e emocional caminham juntas a esses elementos.
E a arte envolve tudo em um manto de carinho.



(Fotos e letras: Herta Scarascia)

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