NASCIMENTO THEO E LEVI


Era uma espera. Era uma esperança. 
Era uma luz.
É UMA ALEGRIA.  É UMA BÊNÇÃO.     
É UMA LUZ. 

Uma estradinha até o nascimento dos menininhos... 
Lindos bebês! 



Estava ele e estava eu. Lá. E aquela cidade era enorme, grudada em outra cidade maior ainda, de quase 13 milhões de gente andando, gente parada, correndo, gente doente, gente sã, gente sendo gente, gente coisificada.

Rostos, olhos,  corpos... 
Muita gente, colada, descolada, anulada. 
Gente pra todo lado.

E eu era apenas mais uma gente. Esperando mais duas gentes, tão gentes... que esperavam mais duas gentes, já tão amadas... que chegavam por ali, não ali, perto dali.

Hotel, roupas, confusão, cansaço. 
Expectativa de notícia. Notícia da chegada daquelas duas gentes, dois lindos meninos, bebês meninos, tão meus, pelo sangue, pelo amor, por uma ordem “extra ordinária”, que inventa essas coisas da vida, inverte os valores, assim, meio sem explicação, que somam, só sabem somar, multiplicar, que aliam, que só avolumam, sem desgastar, sem arestas, sem renúncias.  

E, meio cansada, meio sem jeito, só esperando, muito estranha, pois sozinha, num lugar estrangeiro, embora nativo, saio e me encontro totalmente em meio ao povo, povo bem povo, correndo atrás de coisas, mais coisas, além de todas as coisas que já não bastam para suprir o vazio que se avoluma no peito.

Gente é assim. Eu sou gente, sei bem. Gente acha que coisas preenchem vazios. Frases preenchem os ocos deixados pela vida. A vida! A vida é louca. A vida é mágica. E que magia!

Saio e entro. Vejo. Entro e saio. Lojas. Uma montanha de chineses trabalhando dia e noite pra encher aqueles locais de coisas que não vão encher nossa mente e coração de uma enorme vazio. Há o necessário, que quase sempre é um par de quase nada.
O resto é uma enormidade de lixo, tão plastificado, tão tóxico pra essa gente, para o planeta, pra mim, pra minha culpa, essa culpa inata, inerente, grudada, culpa cristã, culpa de mãe, de filha, de ser “humana, demasiada humana”.

E, como sempre, me atento à  luz: o nascimento dos "meus" bebês, os geminhos.
Os filhos do meu filho!

Essa é uma experiência que já vivo, dia e noite, entre temores e orações, buscando em hiatos de fé, a oração mais provável de proteção aos meus.

Netos são como filhos. Nenhum amor é maior, nenhum é igual ao outro. E o coração só aumenta para caber mais amor.

Quando eu estava grávida do segundo filho, achei que não poderia amá-lo como já amava o primeiro, já com cerca de três anos, por aí. Achei que teria que dividir o amor, ou coisa semelhante. Eu era muito nova. Não sabia o conceito do amor Ágape.

Foi quando soube que o coração não divide o amor, mas soma. O coração cresce. É feito elástico, maleável, flexível,  suave e enorme. 
O amor é assim. Ele não se divide, nunca. Ele só se faz aumentar. 

E nos meus solilóquios calmantes para uma tarde fria numa cidade satélite de São Paulo capital, dentro de shopping estranho, enorme, me distraio com as luzes, os cafés, o comportamento das pessoas.  

O comportamento das gentes me absorve. Imagino quanto de dor e alegria, de luta e vitória cada uma delas carrega. Quanto de educação e de falta de educação, de grosseria, de delicadeza, de solidão, de amor próprio e de total falta de conhecimento sobre si e sobre a vida cada um desses seres, tão abandonados no caos da história, perdido dentro de si, procurados dentro de selfies...  quanto cada um carrega de um pouco ou muito de miséria e de graça dentro de si. 

Entendo a parábola de Jesus: “Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus” (Mt, 5:1-3).

(Vou fazer um parágrafo neste meu “artigo”. Estou, neste momento, ouvindo a música: “Miserere”, dos compositores, Adelmo Fornaciari e Paul David Hewson, muito divulgada na interpretação do cantor e compositor italiano, Zucchero, quando cantada junto com o magnífico, Pavarotti.  
A letra é tão parecida com as coisas que sinto e penso sobre a vida, pelo menos no momento, que vale a pena deixar registrada, tanto a letra como a música. 
Como sou tão imprevisível, tão bipolar, tão louca, hoje estou assim, meio miserável  -miserabile.   
É tão estranho. Eu sei que o dia vai ser cinza dentro  de mim quando já abro os olhos e sinto aquela velha e conhecida sensação de vacuidade. É algo um tanto indescritível. A letra da música explica melhor).

 Que mistura de sentimentos!

Miserere
(letra em italiano e, logo abaixo, em português, traduzida por mim)

Miserere, miserere
Miserere, misero me
Però brindo alla vita
Ma che mistero, è la mìa vita
Che mistero
Sono un peccatore dell'anno ottantamila
Un menzognero
Ma dove sono e cosa faccio
Come vivo?
Vivo nell'anima del mondo
Perso nel vivere profondo (ehi)
Miserere, misero me
Però brindo alla vita
Io sono il santo che ti ha tradito
Quando eri solo
E vivo altrove e osservo il mondo
Dal cielo
E vedo il mare e le foreste
E vedo me che
Vivo nell'anima del mondo
Perso nel vivere profondo
Miserere, misero me
Però brindo alla vita
Se c'è una notte buia abbastanza
Da nascondermi, nascondermi
Se c'è una luce, una speranza
Sole magnifico che splendi dentro me
Dammi la gioia di vivere
Che ancora non c'è
Miserere, miserere
Quella gioia di vivere
Che forse ancora non c'è


Em português:

 “MISERERE” não é uma palavra italiana, mas, sim, latina. 
E significa “Misericórdia”.

No Salmo 51, o  incipit  em latim se chama, tradicionalmente, Miserere. 
Trata-se de um salmo penitencial.  Ele começa com o texto “Miserere mei,”.
Isso fez com que esse salmo viesse a ser conhecido por Miserere, nome que o texto recebe, inclusive, quando usado em diversas obras musicais.

Voltando à musica, agora traduzida:

Miserere, Miserere (Misericórdia, Misericórdia)
Sou um miserável
Contudo, brindo à vida
Mas que mistério é a minha vida
Que mistério
Eu sou um pecador do ano oitenta mil
Um mentiroso
Mas onde estou e o que faço
Como eu vivo?
Vivo na alma do mundo
Perdido no viver profundo
Miserere
Sou um miserável
Mas brindo à vida
Eu sou o santo que te traiu
Quando você estava sozinho
E eu moro em outro lugar e olho para o mundo
Do céu
E vejo o mar e as florestas
E vejo eu que
Vivo na alma do mundo
Perdido na vida profunda
Miserere
Sou um miserável
Mas brindo à vida
Se houver uma noite escura o suficiente
Para me esconder, enconda-me
Se houver uma luz, uma esperança
Um sol magnífico que brilha dentro de mim
Dá-me a alegria de viver
Que ainda não existe
Miserere, miserere
Aquela alegria de viver
Que talvez ainda não exista
..................................................................

QUE MISTURA DE SENTIMENTOS HOJE!
..................................................................


Retomando... agora já estou ouvindo Elton John, "Your Song". 
Estranho como eu resgato umas músicas que eu nem ouvia... e agora surgem assim... do nada... indo pro nada... mas somando, sempre somando!

Viajo lá pra trás, aos meus 12 anos de idade, na casa de uma mocinha também dos seus 12 anos, norte americana, que morava na mesma vila que eu. E foi lá que conheci Elton John. E essas músicas aí.
Mais tarde, com uns 15 anos, ou 16, eu conheci uma das mais lindas músicas dele, "Sorry Seems to Be the Hardest Word".

Mas Elton ficou encostado por anos a fio.

Encostada também estava eu na cadeira de uma mesinha de um bar lindo no mesmo shopping da cidade de Barueri, onde eu via aquela gente andando de um lado pra outro, enviesando-se, recortando-se, com os olhos vidrados nas vitrines cheias de chinas. 
Roupas china, calçados china, bolsas china, relógios e apetrechos china, o mundo é china.
É dinheiro. É poder. É ter. 
Ter para ser. Ser para ter.
E eu perdida num capitalismo idiota e furioso, insigne e revolto. 
Até a Rússia tá mergulhada nas chinas. 
Estará Cuba também?

O Passeio Socrático nunca pareceu tão insignificante. 

Agora toca “The One”, ainda Elton.
Engraçado... não estou rindo de quem ama rock prog, blues, MPB. Eu tenho um lado brega que não quero abrir mão de jeito nenhum. 
Nele entram Elton John e outros bem afins. 
Será que “How Can You Mend a Broken Heart”, cantada pelos Bee Gees e pelo magnífico, Al Green, também entraria no meu hall de breguices? 
De forma alguma. 
Interpretada por Al Green, é um pezzo magico.

Nossa, chegou “The Blower’s Daugther”, cantada por Damien Rice. Tão linda!  

E, uau, "A Whiter Shade of Pale", do Procol Harum, com um blend que parecia improvável
com a Danish National Concert Orchestra e o coral da Ledregorg Castle, na suntuosa (vontade-de-conhecer), Dinamarca (agosto de 2006). 

Será que esta é a vida que construí para viver sobre ela? 
Será que construí uma vida?
Será que construímos vidas?
Será que eu queria o que quero hoje?
Será que sei o que não quero mais?

Tantos "serás"!

No café, na cidade grande demais para uma mulher de um mundo só seu, com seus eternos “serás” e cansativos “poréns”,  eu tomo a decisão de ir embora. 

Toma tenência, fia! 
Arrumar as coisas pela vida lá e esperar notícias da família: filhos, marido... 
Acho que só, né?

Enfim... esperar... 
Esperar tem sido um companheiro. 
Esperar ficar de boa com tudo, esperar o perdão, esperar curar, esperar melhorar, esperar a resposta de Deus. 
Deus parece tão silencioso! Será que prefere a mudez, tipo o tratamento freudiano ou lacaniano, que nos deixa nas nossas próprias quietudes falantes, nas nossas certezas, sempre tão duvidosas?
Esperar a notícia que tudo deu certo, esperar ver que o coração não dói mais, que o vento já não sopra tão forte, que a brisa é suave, que a cura é real.

Três e meia da tarde, dia 19 de agosto, saindo de um shopping em uma cidade satélite de São Paulo, na porta principal de saída, me deparo com uma noite. Noite?
Não era uma noite normal, não daquelas como prenúncio de tempestade. 
Não era isso. 
Mas uma escuridão feia. Grotesca mesmo.

Era de fato uma coisa horrível. Do tipo  saída do esgoto, do mal, do sombrio. 
Aquilo não era normal. O que era aquilo?  

Eu realmente estava vendo algo ou tendo uma visão do mal? 
Eu corri os olhos para os lados.  

Havia pessoas olhando horrorizadas, apatetadas, aparvalhadas. Então não era mesmo uma visão. Era um fato. Parecia Gothan City ou coisa parecida. Era um escuro que não era noite. Não era nada que eu tivesse vivenciado antes. 

Além do mais, caía uma “neve preta”, ralinha, estranha... uma névoa escura, caracterizando uma cena pavorosa.

Parecia maléfico, nocivo, letal.


São Paulo - 15h30m - trevas - 19/08/2019


Eu corri de volta para dentro do shopping. Sentei-me em outra cafeteria para tentar falar com alguém do meu círculo de amigos e família via WhatsApp. 
Estranhamente, ninguém atendia meus insistentes telefonemas, nem mesmo quem acostumava me atender sempre. 
Giovanni, em sucessivas reuniões de trabalho, parecia ter deixado o celular desligado. 
Pietro e Mariana, que iriam ganhar os seus filhos gêmeos em pouco tempo, pareciam estar ocupados ou na estrada, fora de área também, pois estavam ou estariam chegando em uma cidade próxima àquela que eu estava para marcação do nascimento dos filhos gêmeos para quarta ou sexta.

Estávamos na segunda, dia 19 de agosto.
Eu, assustada, não conseguia me conectar a ninguém.

Comecei a conversar com as pessoas que estavam no café. Elas, assim como eu, também estavam extremamente assustadas e não queriam nem mesmo pegar o carro pra ir embora por não saber do que se tratava aquela estranha escuridão, aquele bizarro breu, sem brilho, sem graça, sem luz, sem noção, com gotas visíveis de um tipo de fuligem, um tipo chuva negra. 
Horrível.

Para piorar o quadro de horror já instalado, recebo uma mensagem do meu filho caçula, pelo WhatsApp, informando que os seus filhos nasceriam naquele dia, 19, às 22 horas, por se tratar de um parto de emergência.

Daí é que, absolutamente sozinha, com aquela escuridão dos infernos lá fora, sem conexão com ninguém, é que me vi completamente perdida. 

Tentei o Pietro novamente, já que a mensagem  havia chegado há pouco. Nada. Sem resposta. Depois observei que a mensagem havia sido enviada há duas horas, quando ele, provavelmente, estava off-line.  Entrou a mensagem. E ele entrou offline novamente.

Parecia que tudo estava confluindo contra mim. Por quê?
Não consegui pensar.
Não conhecia a meditação ainda. Estava apenas começando.
Não sabia dos maravilhosos efeitos do controle da respiração.

Finalmente, consigo falar com Lucas, meu primogênito. Ele, sem saber absolutamente nada do que estava havendo, tenta, ao telefone,  me acalmar , dizendo que tudo iria dar certo. Que eu estaria dramatizando muito e que seria, provavelmente uma tempestade. e que o nascimento seria naquele dia e que tudo daria certo. Que era para eu pegar um táxi e ir para o hotel, enfim, norteou-me como pôde. 
Me apego àquela boia de conforto - as palavras do Lucas -  e tento, apesar de tudo, me acalmar. 

Era o que eu tinha, apesar  dele não ter  entendido  muito bem sobre a escuridão lá fora. Sobre o “pretume” com gotinhas de fuligem das três e meia da tarde sobre a cidade de São Paulo e arredores. E sobre um  nascimento prematuro tardio a ser feito às 10 hora da noite. 

Enfrentei aquele horror e peguei um táxi. Voltei, quase de olhos fechados, para não absorver o impacto do desconhecido. E tomei rumo  ao hotel. Paguei o taxista, não peguei o troco.

Durante o percurso, ouvia de longe os comentários esquisitos do senhor ao volante dizendo que, por ser evangélico, sabia que era o fim do mundo. Que o apocalipse havia chegado. E ele seria arrebatado, coisa e tal. Os pecadores, segundo ele, todos, enfim, iriam para o inferno.

Uma mistura de nojo, vontade de vomitar, pena, medo, dor de estômago, falta de conhecimento do que estava acontecendo, solidão por não ter com quem conversar por perto, falta de informação sobre a escuridão, sobre os meus netos, sobre o porquê de um nascimento às 22 horas de um dia não marcado, sobre se tudo estava  bem, sobre a urgência de uma cesariana que seria dois ou quatro dias depois, informações em reticências, nascimento em reticências... escuridão em reticências...

Chego ao hotel, corro para o quarto, para o banheiro. Espelho. Pálida. Só quero poder saber mais. Deitar. Parar de pensar. Mas a falta de informação é extremamente perniciosa. 
Eu sempre achei que saber menos é sofrer menos. 
Não é.

Deito-me cansada demais, com a mente em desencontro.  Depois de um tempo, ouço um barulho na fechadura do quarto. Alívio... não mais sozinha!

E, finalmente, corremos a arrumar as coisas, fechamos a conta e voamos para Sorocaba, onde os “geminhos” nasceriam.

A luz se fez. A alegria e a preocupação andaram juntas por vários  dias. 
E agora, dois lindos meninos, dois  varões vencedores, dois clarões de vida, dois sopros resplandecem e iluminam toda aquela escuridão. 

Escuridão que, mais tarde, tomo a  triste consciência de que se tratava de rastros de um grito de desespero, de uma morte pré anunciada, de um afogamento em fogo, de forma muito dura, como uma lambada, um esfregão na cara, uma surra no corpo e na alma. 
A Amazônia, natureza pura, servil e grandiosa morre em pedaços queimada viva.

A Amazônia agonizava abrasida, incendiada, em ardume cruel na região do Mato Grosso. E todo o sofrimento, de maneira irônica, não vingou apenas lá, ou em derredor, mas correu quilômetros direção sul do Brasil e instalou-se na cidade mais rica do país. A mais populosa do continente americano e do hemisfério sul e  a mais influente no cenário global, sendo a décima primeira mais globalizada do planeta.

O fogo foi queimando cruelmente todo aquele verde, toda aquela mata, destruindo os rios,  sufocando e matando os animais, os índios, os ribeirinhos. 
Enfim, aquele inferno foi assolando a maior biodiversidade de espécies de fauna e flora existente no mundo, com cerca de 4,2 milhões de quilômetros quadrados de plantas, animais, fungos e bactérias.  



     Que   tristeza!


A Amazônia não se deu por vencida!

Em frangalhos, chamas e sofrimento, o descalabro levantou sua honra e levou sua dor até chegar na casa dos grandes pecuaristas, dos grandes fazendeiros,  os responsáveis por aquele crime.  

O terror chegou na cara e na casa dos ricaços, deixando restos de um crime silencioso nas águas nas quais se limpam e que usam pra matar sua sede (quase sempre insaciável). 

  Que ironia! 

Seria preciso isso? Cair restos mortais sobre as caixas d'água dos milionários de São Paulo capital?

Fazer chover fuligem, chuva negra sobre a megalópole em plena três e meia da tarde para que os "grandes homens", ou até a plege ignara tomasse consciência do que, realmente, esse desgoverno e toda essa gente ruim está fazendo não só com a Amazônia,  que é o Pulmão do Mundo, mas também com todas as florestas do Brasil?

A Amazônia ardia e ainda arde em chamas, por lá e em outros focos. Cuspe fogo e descaso. Ainda... Estão matando a Amazônia. É bom que saibam. Estão matando nossas florestas, nossa matas, nossa riqueza natural. 
Grandes cruéis. E estúpidos. 
....
Triste consciência de um país que, dia a dia, se torna o opróbrio de  um governante aparvalhado. 
....
Mas isso é pra uma outra hora.
....
Quiçá esses dois varões de luz nasceram justamente em um dia tão marcante na história justamente para mudar o destino desse país, tão maltratado por governantes desprezíveis, vis, amalucados e levianos?
....
Deixo aqui apenas um registro, um caminho, tortuoso, suado, muitas vezes belo demais, outras, difícil também, mas sempre vencido por dois lindos seres, dois guerreiros que, juntos, venceram tantas batalhas por serem pessoas que acreditam no poder do bem, da proteção da natureza.
Seres que habitam ao lado do amor  à flora, à fauna, na refrega pela salvação daqueles que não podem se salvar sozinhos, na obra máxima que foi dada ao homem, que é cuidar da natureza e de todos os seres que nela estão, incluindo o ser humano, essa criatura tão paradoxal!

Estes dois seres incríveis, meu filho caçula, Pietro, e minha nora, Mariana, que, ao cabo de tantas lutas e vitórias, dão luz justamente no dia 19 de agosto a duas outras criaturas, dois lindos meninos que, profetizo, serão bons filhos, boas pessoas, seres humanos de bom coração, companheiros um do outro e, seguindo a trilha dos pais, compreendendo que neste mundo não deverá haver espaço para o rude e o ríspido, para o maligno e vil,  para o infame, o sórdido, o vergonhoso, nem tampouco para o cafajeste, para o abjeto e para o miserável. 


Oração da vovó Herta:

Este dois meninos, Theo e Levi, abençoados desde o momento da concepção, enxergarão a Verdade bem cedo, seguirão o Caminho sem titubear e aceitarão a Vida, com alegria no coração. 
Terão a Paz como árbitro e o Amor Ágape como a Luz para alumiar os caminhos a serem seguidos, bem como a noite quando for escura demais e as dúvidas, quando forem sufocantes. 
E farão tudo com muita saúde física, emocional e espiritual, com Determinação e Sabedoria. 
Terão o Pai Terreno como espelho para se compreenderem, alguém para seguir com o orgulho do bem e a voz firme que guiará nas dúvidas que surgirem pela estrada da vida. 
Terão a companhia macia e aconchegante da Mãe Terrena como colo eterno para Carinho e Conforto, quando a chuva da existência molhar muito e quando "aquela palavra", que só mãe sabe dizer, se tornar a única necessária. 
Esta é a minha oração como avó! 
É a minha profecia, minha súplica e minha gratidão, em nome de Cristo Jesus!
Assim Seja!

E farão tudo com saú
SEJAM BEM-VINDOS, THEO E LEVI... !!!

SEJAM BEM-VINDOS E MUITO ABENÇOADOS, 
LINDOS GEMINHOS!

AMO MUITO VOCÊS, LINDOS MENINOS-BEBÊS!



DA SUA AVÓ QUE JÁ AMA MUITO VOCÊS DOIS! 
HERTA! 

Comentários

  1. Parabéns! Um relato não usual em momentos de nascimento de netos. Porém, uma narrativa que prende o leitor nas flutuações do texto. Excelente registro da vinda do Theo e do Levi!

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  2. Que lindo texto, Herta!! Sua sensibilidade te torna essa grande artista!!!
    Saudades!!

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