A MULHER DE MOSCOU
Foto: Herta Scarascia
Esta foto não diz nada a ninguém, mas é extremamente especial para mim.
Foi quando eu, de fato, percebi que estava em solo russo.
Foi quando eu, de fato, percebi que estava em solo russo.
Meu irmão e eu estávamos chegando na Rússia, em Moscou, e dentro do trem que ligava o aeroporto à cidade, eu avistava paisagens inesperadas.
Foi quando avistei a mulher do subúrbio.
Muita pobreza mesclada a casas de campo enormes, com a visão perdida pelas tundras.
Muita pobreza mesclada a casas de campo enormes, com a visão perdida pelas tundras.
Do outro lado do trem (que chamaríamos metrô), eu já podia perceber a expressão do povo por meio de muita pichação e também da arte do grafite, de gosto estranho, muito diferente do que eu estava acostumada a ver, até mesmo em alguns países da Europa.
E, de repente, do nada surge essa mulher. Seu rosto era aquela mistura bizarra que a gente vê em alguns russos, com forte característica eslava. Mas não consegui fotografar. Passou rápido demais e registrei apenas a silhueta da mulher, não muito jovem, não velha. Apenas uma mulher vaidosa, sozinha, muito branca, muito magra,objetivada nos passos de destino certo, margeando os inúmeros trilhos de vários trens que passam por ali, nos recantos mais ordinários da gigantesca cidade de Moscou que, naquele tempo, nos brindava com uma temperatura agradável (alta para eles) e com muito sol.

A mulher de Moscou descrita pela mulher do Brasil. Há uma relação entre vocês duas. Uma identificação.
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