SOMBRAS RASANTES




Sinto algum tipo de sombra
Mas talvez não seja sombra
Sinto o vento cortar minh'alma 
De algum verão perdido no tempo

Como o ar que não chega ao peito
Ou o peito que não se inclina à luz
Luz de festa quando a alma voa
São tombos de esperanças vãs

Voos rasantes onde as perdas são penas
Penas de aves, de flores, de cores
De aflição de mente que mente

São sombras que dançam na noite
E é certo que trouxeram perdas 
Pois busco, busco...  e não sinto mais aquele ar no meu peito!

(Herta, 08/06/2017)

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