SOLIDÃO

Foto: Herta 


Solidão que arrasta
Que devasta...
Mensageira do Mal

Ordinária e extraordinária
Teu preço é uma barganha
No mesmo tom
Ou subindo um semitom

Verte lágrimas na ciranda da insensatez 

Faz doer... Como dói!
Faz do grito seco, estanco,
Algo mudo... surdo

E do querer, um não querer
Um não querer de desejar
Desejar de não estar
De nunca ter estado

Te conheço, Solidão...
De antigos carnavais.
Mascarada! Mascarada!
Onde estão seus deuses e demônios?

Pois eu digo: entrelaçados
Escancarados e enlameados
Sobre, abaixo e em volta de você!

Sai do peito, dá trégua!
Ainda não percebeu
Que é a Estúpida de Pandora?

Que o diabo te carregue, Solidão
Que te arranque com as mãos imundas
E te leve pr'além de Samaria

Que te leve mais longe...
Pra nunca mais voltar
Que te amarre nos confins da Terra!

(Herta)



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