SENTIDO DA VIDA
Há muitos anos atrás, eu, ainda jovem, com muita saúde e cheia de sonhos, carregava dois filhos meninos no colo e no coração. A partir da maternidade, eu percebi que viver era promover vida. Havia duas vidas que dependiam de mim, em menor ou maior escala, e que isso seria a minha missão. Uma missão difícil, porém cheia de propósito, de sentido e de amor. Com o passar dos tempos, eu percebi que as vidas que dependiam da minha própria já não eram mais dependentes. Inicialmente, isso me causou certo espanto com relação à minha própria existência. Mas com o tempo, fui carregando um tipo de sentimento que não pesava mais. Era a tal liberdade, que de certa forma cobrava um preço que eu comecei a compreender a cédula que eu tinha que pagar por ela. Era um misto de receio, falta de sentido, desesperança, morte de sonhos e solidão existencial. Mas também percebi que a minha inutilidade poderia me trazer conforto E como eu não tenho mais utilidade nenhuma na vida... e me tornei adoeci...